Mulheres mostram que gostam e entendem de cerveja
A Confece nasceu a partir de uma degustação realizada em comemoração ao dia das mulheres em 2007. De lá para cá, a confraria – uma das primeiras a reunir somente bebedoras de cerveja no Brasil – cresceu, ganhou reconhecimento no meio cervejeiro e começou a produzir os rótulos Conceição e a Aurora, ambos feitos a partir de receita belga. “Elas são só para consumo próprio. Ainda não temos pretensão de comercializá-las”, explica Lígia.
Integrantes da Confece comemoraram os cinco anos do grupo com festa neste sábado (3) (Foto: Gustavo Xingú/Divulgação)
Hoje, as mulheres estão ganhando cada vez mais destaque no mundo
cervejeiro. Entre as integrantes da Confece, Cilene Saorin, mestre
cervejeira paulista com mais de 15 anos de experiência, é referência. O
reconhecimento delas neste ambiente finalmente está chegando no século
XXI, mas, como diz Lígia, a presença feminina predominou nos processos
de produção da cerveja ao longo de muitos séculos. Para a produtora de
cerveja, entretanto, assim como em tantos outros registros da história, a
mulher foi suprimida dos relatos sobre a trajetória da bebida. Grande
parte das mulheres cervejeiras podem não ter tido o devido
reconhecimento da história, mas uma representa esta ligação feminina com
a bebida. A monja beneditina Hidelgard Von Bingen, escolhida como
padroeira da Confece, foi a primeira a registrar a adição de lúpulo à
produção da cerveja no século XII.matéria do G1
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