Mãe supera a doença da filha portadora de esclerose tuberosa
A mãe procurou médicos de várias especialidades e a esclerose tuberosa foi diagnosticada. “O pediatra deu uma sentença de morte para a minha filha. O médico disse que ela não sobreviveria, mas eu acreditei que ela poderia, sim, viver”, contou.
Contudo, aos 10 anos, Flávia teve uma piora na saúde e, em um mesmo dia, chegou a ter 20 convulsões. Internada por dois meses, Flávia ficou em coma durante 40 dias. Márcia fez a promessa de que, se a filha sobrevivesse, abriria uma instituição para apoiar portadores de esclerose tuberosa.
“Pensei 'Deus, não é o momento. Dê-me uma oportunidade. Eu prometo ajudar a outras pessoas'. Perguntei à Flávia se ela queria ficar [não morrer] porque os médicos não sabiam exatamente como tratar a doença. Entreguei a milha filha nas mãos de Deus”, completou.
Ela falou que, cinco dias depois de fazer a promessa, Flávia esboçava reações como apertar a mão da mãe e abrir os olhos. Aos poucos, foi se recuperando. “Quando ela saiu do hospital, não andava, não falava, mas eu olhei para o céu e agradeci a Deus”.
| Crianças e mães que frequentam a Abet, em Belo Horizonte |
Mas Márcia contou que nem sempre foi assim. No começo, quando descobriu a doença de Flávia, ficou chateada. “Mas hoje eu sei que eu tenho uma missão a cumprir. Eu falo para a Flávia que, se existirem outras vidas, na próxima, ela vai ter que cuidar de mim”, falou, em tom descontraído.
Para manter a instituição, Márcia precisa de R$ 36 mil mensais para pagar funcionários, água, luz, telefone, aluguel e alimentação. Apesar das constantes dificuldades, ela não desiste. “Acabei de perder uma doação de R$ 3,8 mil por mês que, no decorrer do ano, pesa”. Quem quiser contribuir, pode entrar no site da Abet.
“Eu vivo isso daqui. É a minha vida. Mesmo passando dificuldades, eu penso que amanhã vai melhorar”. E um dos estímulos é a própria Flávia que, sozinha, já anda, bebe, come e vai ao banheiro. “Sou privilegiada em saber que eu posso ajudar. Só quero saúde para continuar”.
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