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Atletas compartilham nome, idade e o mesmo sonho de brilhar no judô em olimpíadas.



Duas jovens atletas de Judô compartilham um sonho em tatames no Parque Olímpico Parahyba, em João Pessoa. Ambas têm o mesmo nome, Maria Eduarda, e a mesma idade: 15 anos.
Além do nome e da idade em comum, as Marias Eduardas lutam diariamente para vencer os obstáculos que as conduzem ao pódio. Entre eles, o de arcar com os custos para competir representando o Estado em torneios locais, regionais, nacionais e internacionais. Para isso, uma vende jujubas em um semáforo no Bairro dos Bancários e a outra faz rifas.
“Algumas pessoas têm dúvida. Acham que o dinheiro pode ser usado para o mal caminho, mas mostro realmente que será usado para coisa certa, que é para disputar os campeonatos”, relatou Maria Eduarda de Oliveira em um dos momentos que o sinal está verde. “Também tem muita gente que confia e deseja boa sorte e até cobra medalha”, diz aos risos.
Assim como Maria Eduarda de Oliveira, Maria Eduarda Moises Oliveira também é moldada na superação. “O Brasileiro agora só consegui ir porque meus colegas, meus pais, meus professores ajudaram. Se for depender de patrocinadores, não conseguimos ir longe”, contou.
Eduarda fala do Campeonato Brasileiro que ela foi simplesmente campeã nacional e garantiu a classificação para o Campeonato Pan-Americano de Judô Sub-15, que será realizado no México, em novembro. Será com o dinheiro das rifas vendidas pelo seu pai Wellington, que ‘Duda’ pretende disputar o torneio internacional, a exemplo do que já aconteceu recentemente para competição no Rio de Janeiro.
“Para ela ter ido para o Brasileiro, nos apertamos. Fizemos rifas, vendemos bastante, mas quando pensei que não iria conseguir, coloquei a vaquinha online. Conseguimos pagar várias coisas. Os familiares conseguiram viajar. Consegui pagar a passagem, hospedagem e a alimentação”, disse o pai da campeã brasileira Maria Eduarda, Wellington Silva.
Mãe de Maria Eduarda Oliveira, Silvana de Oliveira, deixou o trabalho há três anos para apostar no sonho da filha. Em um momento conturbado, a mãe disse que precisou vender “quase tudo de valor” para manter viva a esperança de Maria Eduarda.
“Faz três anos que eu abandonei meu trabalho para apoiar minha filha. A rotina todos os dias é essa. Eu fico esperando-a no colégio e a gente vem a pé de Mangabeira para os Bancários. Aqui ela vende as jujubas e daqui saímos direto para o treino. É um orgulho enorme, é uma benção de Deus. Tenho muito orgulho, porque ela também foca e é interessada nos estudos”, falou Silvana.
E é com este alicerce, a família, o melhor que elas poderiam ter, que as Dudas de Wellington e Silvana escrevem suas próprias histórias, sabendo de onde são, o que passaram e para onde querem ir: “Olimpíadas! É o sonho de todo atleta”, respondem sobre sonho.


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