TCE desmascara “time fantasma” de ex-prefeito e cobra R$ 251 mil e Câmara vira piada ao torrar dinheiro em quase 500 amaciantes
A 1ª Câmara do Tribunal de Contas da Paraíba, que resolveu abrir a caixa de Pandora da gestão pública e encontrou, claro, aquilo que nunca falha, servidores fantasmas e compras surreais.
O ex-prefeito de Cacimba de Dentro, Valdinele Gomes Costa, agora carrega oficialmente a conta de R$ 251.019,00, valor gasto para manter oito servidores que existiam só no papel entre 2018 e 2022.
Um verdadeiro “time invisível”, mas que recebeu como se estivesse trabalhando de
verdade.
Além disso, ganhou de bônus uma multa de R$ 4 mil, praticamente um brinde, segundo o voto do relator, conselheiro Antonio Gomes Vieira Filho. O ex-prefeito ainda pode recorrer, caso queira insistir que fantasmas batem ponto.
Mas não para por aí
A sessão também mirou a Câmara Municipal de Zabelê, que teve as contas de 2024 reprovadas por algo igualmente peculiar: um festival de produtos de limpeza digno de supermercado em liquidação.
A lista é, no mínimo, curiosa:
473 amaciantes
204 desodorizadores
439 detergentes em pó
422 limpadores de piso
473 multiusos
235 inseticidas
324 pacotes de papel higiênico
Pelo visto, a Câmara precisava estar tão limpa quanto uma sala cirúrgica ou cheirosa como um shopping em véspera de Natal. O ex-presidente da Câmara, Vandelândio Silva Monteiro, foi responsabilizado com um débito de R$ 39.900,00, mas ainda pode tentar explicar como esse arsenal de produtos era essencial às atividades legislativas.

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