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Camila Toscano é a elite que almoça no Gulliver, mas quer arrotar galinha caipira

 




Embora ainda relativamente jovem, a deputada estadual Camila Toscano integra uma geração que tenta vender renovação, mas que, na prática, apenas recicla as velhas oligarquias da Paraíba. Os sobrenomes continuam os mesmos; mudam apenas os rostos.

Distante da vida real e das necessidades concretas do povo, essa elite almoça no Gulliver, mas quer arrotar galinha caipira, como se um gesto ensaiado de simplicidade bastasse para produzir identificação popular ou conferir autenticidade a quem sempre viveu cercado de privilégios.

Esse personagem do político “raiz”, que “senta para comer galinha no meio do povo”, como destacou a deputada em declaração à imprensa, está longe de ser prioridade para o eleitor. O cidadão comum não é ingênuo, nem carente de afeto político. Tampouco está à procura de governante para chamar de amigo.

O que o eleitor quer é competência, entrega e capacidade de gestão, sobretudo quando se trata de um cargo tão relevante quanto o de governador. A essa altura, já não basta posar de popular. É preciso ter conteúdo, resultado e compromisso com a vida concreta das pessoas.

Ao tentar diferenciar Cícero Lucena de João Azevêdo com o argumento tosco de que o primeiro seria mais próximo do povo porque “come galinha”, Camila empobrece o debate e rebaixa a própria trajetória de Cícero. Afinal, trata-se de um político em seu quarto mandato como prefeito de João Pessoa, ex-senador, ex-governador e com um conjunto robusto de obras e ações administrativas para apresentar.

Cícero representa muito mais do que essa caricatura de político que come galinha na rua para parecer popular. Reduzi-lo a isso é apostar num discurso tosco, raso e cada vez mais ineficaz.

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